A Depressão e os aspectos químicos

Já está comprovado que a depressão está diretamente ligada a um desequilíbrio químico no cérebro.

Existe diferenças entre depressão e tristeza, mau humor e um desânimo passageiro. Não se trata apenas uma questão de força de vontade. 

Quando uma pessoa está deprimida, é porque o cérebro está sofrendo alterações químicas que desencadeiam todos esses sentimentos negativos, e ele vai precisar de ajuda para voltar ao seu funcionamento normal. 

É normal termos emoções negativas. Um dia chuvoso, por exemplo, deixa algumas pessoas mais desanimadas. A diferença é que, quando não há depressão, o cérebro consegue modular essa emoção negativa. Você pode estar triste, mas sabe precisa ir trabalhar, assim toma um café, procura pensar coisas boas e segue em frente. 

Essas regiões ficam hiperativas. É como se essa rede de neurônios do cérebro ficasse muito ativa, então a pessoa não consegue desengajar o humor de aspectos negativos, e aí vem a tristeza e a anedonia (dificuldade de experimentar prazer nas coisas). Por isso que, quando alguém está deprimido, dizer apenas “se anima e sai de casa” não é suficiente. A pessoa não consegue e não é falta de vontade.

O papel dessas regiões do cérebro responsáveis por emoções negativas é muito importante. Elas usam muitos neurotransmissores, que são substâncias produzidas pelos neurônios para enviar informações para outras células. Os principais neurotransmissores envolvidos na depressão são a serotonina e a noradrenalina. Quando há um desequilíbrio na produção delas, a doença se instala.

Os neurônios precisam de neurotransmissores para se comunicar. Por isso que, no tratamento, procura-se aumentar os neurotransmissores certos para conseguir ajustar a função desses neurônios.

E porque eles ficam desregulados, causando a depressão? 

Essas causas ainda não são completamente conhecidas, mas sabemos que existem causas genéticas e ambientais, como um estresse forte ou a perda de um ente querido. Um evento desse tipo pode desencadear o desequilíbrio dos neurotransmissores no cérebro.

Saber que a depressão tem uma origem biológica ajuda tanto o deprimido quanto seus entes queridos a ter mais empatia pelo problema. O doente não se culpa tanto, e os amigos e familiares conseguem colocar a depressão numa perspectiva mais solidária.

Entender que a depressão é uma doença/transtorno mental é importante também na hora de buscar ajuda. O tratamento é capaz de colocar nos eixos toda a comunicação do cérebro e mandar embora as emoções negativas em excesso, deixando apenas o que é considerado normal. Procurar um profissional da área da saúde é o primeiro passo para acabar com o sofrimento.