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Imagine que dentro da sua cabeça existe um “bonequinho”

Ele fica em uma sala, sem portas e janelas, apenas observando uma pequena lâmpada e um grande botão vermelho. 

O bonequinho é responsável por acionar esse botão vermelho quando a lâmpada acender.  Uma simples tarefa. A lâmpada acendeu, O bonequinho aciona o botão vermelho.

Esse botão vermelho é responsável por uma descarga de coquetel de hormônios como a adrenalina, por exemplo. Essa luz acende frente a um perigo eminente. 

Quando falo em perigo eminente, são aqueles que são um risco a sua vida.

O bonequinho é responsável pela  liberação dessa descarga de hormônios para que você, esteja em alerta e pronto para a ação. O que chamamos MECANISMO DE DEFESA, ataque ou fuga.

Vamos a um exemplo para entender os conceitos?

Você desde pequeno teve medo de cobras. Em uma pequena trilha em meio a natureza, você viu uma cobra próximo a você. Se esquiva para mais longe, com batimentos cardíacos acelerados e respiração cada vez mais forte e ofegante.

Agora, o que aconteceu lá na “sala de comando” do bonequinho?

Quando você constatou a cobra, a lâmpada acendeu. Rapidamente o bonequinho apertou seu botão vermelho de pânico e os hormônios para essas emoções foram injetadas em seu corpo para uma atitude rápida. 

O bonequinho na sua cabeça não sabe o que é uma cobra, ele não tem ciência do significado daquele sentimento e qual nível de ação deve ser realizada. Ou seja, ele só quer te salvar de um perigo, mas não sabe qual é o grau de periculosidade real.

E se a situação fosse diferente?

Se você visse uma cobra em um zoológico. A lâmpada ainda iria acender e o bonequinho iria apertar o botão vermelho de pânico.

Isso acontece quando a pessoa está passando por um transtorno mental como o transtorno de ansiedade generalizada por ex.

O bonequinho que não sabe o significado de cada momento em sua vida, está apertando o botão de pânico desenfreadamente. Ele não tem culpa, ele está tentando te salvar.Mas esse sistema já não funciona mais. Pois, o perigo é algo comum que estamos enfrentando hoje em dia. Já são anos de uma pandemia e outros perigos. 

Precisamos então de uma atualização da lâmpada, instalando um para um painel de intensidade e do botão, para uma espécie de botão uma seringa.

No mesmo exemplo, ao ver uma cobra no zoológico, você racionalizasse o problema e enviasse uma escala de periculosidade para o bonequinho? Bonequinho, este é um perigo número 3

Ao invés de acionar um botão que antes enviava uma mensagem ao seu corpo de perigo número 10, o bonequinho aperta no botão seringa apenas uma quantidade de carga número 3

A analogia foi feita para realmente explicar uma situação que acontece em seu cérebro. Então, que tal você conversar com o seu bonequinho e realmente instalar essa atualização em suas ações emocionais e racionalizar qual o perigo que você está enfrentando e quanto realmente precisa ser injetado de hormônio para o real perigo?

 Isso não é fácil, mas com treinamento emocional é possível cada vez mais Racionalizar o seu pensamento.  Isso não só proporcionará uma vida com menos estresse, como também irá economizar suas energias vitais. 

Afinal, devemos correr de uma cobra, mas se o perigo for a preocupação com uma conta a pagar, teremos que ter outras atitudes recebendo outros níveis hormonais com objetivos diferentes.

Depressão e ansiedade não são a mesma coisa, mas são transtornos mentais que podem ser apresentados ao mesmo tempo.

Quem tem ansiedade tem depressão?

Embora, em muitos casos, o paciente possa se confundir com os sintomas, nem todas as pessoas que estão ansiosas, são também depressivas.

Porém, a ansiedade disfuncional pode ser apresentada como “estopim” e sintomas da depressão. Mas como a mente humana é maravilhosamente misteriosa, não é regra. Não são todas as pessoas que têm depressão, que tem ansiedade, mas pode ocorrer simultaneamente.

Cada uma delas apresentam sinais e sintomas específicos, entender é necessário para o tratamento adequado, e claro, acompanhado por um profissional mental.

Sintomas e sinais de Depressão

  • Sentimento de tristeza ou “vazio” persistente; 
  • Sentimentos de desesperança, luto ou pessimismo;
  • Choro fácil;
  • Irritabilidade;
  • Perda de interesse ou prazer pela vida, hobbies e atividades;
  • Sentimentos de culpa, inutilidade e desamparo;
  • Distúrbios no sono, dificuldade para dormir, despertar de manhã cedo ou dormir demais; 
  • Diminuição da energia ou fadiga;
  • Alterações no apetite; 
  • Cuidados e asseio pessoal podem ficar comprometidos, como parar de tomar banho, não se maquiar e não se preocupar com vaidade; 
  • Pensamentos de ruína, sem esperança de melhora;
  • Dificuldade de concentração, lembrança ou tomada de decisões..

Sintomas de Ansiedade

  • Constante tensão ou nervosismo;
  • Sensação de que algo ruim vai acontecer;
  • Problemas de concentração;
  • Medo constante;
  • Preocupação exagerada em comparação com a realidade;
  • Problemas para dormir;
  • Irritabilidade; entre outros.

Alguns sintomas físicos da ansiedade são:

  • Dor ou aperto no peito e aumento das batidas do coração;
  • Respiração ofegante ou falta de ar;
  • Tremores nas mãos ou outras partes do corpo;
  • Sensação de fraqueza ou fadiga;
  • Boca seca;
  • Mãos e pés frios ou suados;
  • Náusea;
  • Entre outros.

Como descobrir se você tem ansiedade ou depressão?

O primeiro ponto que devo levantar para você é que a Ansiedade está presente em todos nós. (sim, todos temos ansiedade)

Mas ela pode ser dividida em duas classificações:

  • Ansiedade Disfuncional, aquela que transforma até às pequenas atividades, em algo desesperador.
  • Ansiedade Funcional, aquela que faz com que você se sinta motivado a realizar uma tarefa ou atingir um objetivo. 

Você deve ficar em alerta se a sua ansiedade está causando desconforto emocional e físico (os sintomas que citei acima). Se sim, você deve procurar o auxílio de um profissional para equilibrar a sua ansiedade. Para que a torne uma Ansiedade Funcional.

Já a depressão, pode ser diagnosticada com os sintomas que citei acima por um profissional da saúde mental. Isso porque, diferente da ansiedade, a depressão não está presente em todos nós. Infelizmente algumas pessoas são acometidas por esse transtorno mental que deve ser tratado!

Se em algum momento desta leitura, você se identificou com algum aspecto emocional que comentei, ou deseja melhorar a sua qualidade de vida emocional, procure um profissional da saúde mental. A vida é maravilhosa quando vivida!

Anteriormente aqui no blog, eu contextualizei para vocês o significado de Energia Vital e como administrá-la. Se você leu, sabe que para poder viver com menos estresse e mais energia, é necessário listar os seus Valores conforme a prioridade pessoal. Eu por exemplo hoje, tenho os meus filhos como valor prioritário.

Vamos começar com uma definição de valores pessoais.

Valores pessoais são as coisas importantes para nós, as características e comportamentos que nos motivam e guiam nossas decisões. Em orientação/terapia aqui no consultório, para simplificar tomei como 8 Valores principais para listagem.

Vou lhe propor este exercício também, liste os seguintes valores de forma decrescente por prioridade:

  1. Família
  2. Relacionamento Amoroso
  3. Amigos
  4. Trabalho
  5. Estudo
  6. Saúde
  7. Auto Estima
  8. Lazer

Qual foi o primeiro da sua lista? NENHUMA resposta está errada, mas deve ser analisada.

Viver pelos valores pessoais parece uma tarefa fácil, mas na correria do dia a dia nós não paramos para pensar quais deles são nossa prioridade. Por exemplo, você tem um trabalho da faculdade importante para o dia seguinte, mas o seu amigo lhe convida para um happy hour, qual a sua escolha?

Muitos podem optar pelos estudos e outros pelo Lazer, e nenhuma das escolhas estão erradas. São nossos próprios valores estabelecidos que nos fazem tomar essa decisão.

E se você colocar como prioridade os estudos durante um período da vida? As escolhas serão mais fáceis e a indecisão poderá não lhe atormentar, poupando sua Energia Vital.

Como definir os seus valores pessoais?

Uma boa maneira de começar a fazer isso é olhar para a sua vida e identificar quando você se sentiu realmente bem e confiante de que estava fazendo boas escolhas. Também pense sobre seus objetivos e metas de vida a curto e longo prazo.

Passo 1: Identifique os momentos em que você foi mais realizado e satisfeito

Passo 2: Identifique os seus principais valores pessoais (podem ou não ser os que listei acima)

Passo 3: Priorize os seus valores pessoais

Se ficar na dúvida entre dois valores, pergunte a si mesmo: se eu pudesse satisfazer apenas um deles, qual escolheria? Trabalhe na lista comparando cada valor entre si até que sua esteja na ordem correta do mais para o menos importante como comentado anteriormente.

Identificar e entender seus valores pessoais é um exercício desafiador, porém é muito importante para você ter uma vida mais plena e equilibrada, com menos “gastos” da sua Energia Vital. 

Agora que você tem uma lista com os seus valores, você pode usá-los como um guia para fazer escolhas melhores em qualquer situação. Se você tiver dificuldade de realizar esta listagem, procure um profissional da saúde mental e tome como prioridade olhar para si mesma.

Como uma pessoa considerada “inteligente” pode chegar a ações impulsivas e agressivas?

Hoje, neste texto sobre a ansiedade em relacionamentos abusivos, vou lhe contar que a ansiedade disfuncional somada à falta de ponderação pode chegar/culminar em um relacionamento abusivo (neste exemplo, amoroso). Se você quiser entender melhor sobre isso, continue lendo este texto até o final.


Para uma análise completa da ansiedade em relacionamentos, é necessário entender alguns conceitos e aspectos do comportamento e da mente humana que são estudados pela psicologia.

Além da Cognitiva Comportamental, outra das teorias que mais utilizo é a Psicanalítica, segundo a qual a consciência humana é dividida em 3 conceitos: Id, Ego e Superego. De maneira simples, se os seus pensamentos fossem divididos de 3 formas seriam as seguintes:

  • ID: pensamento ou ação instintiva; são aqueles momentos em que não pensamos, apenas agimos;
  • EGO: seu eu e sua consciência, que equilibra os impulsos do ID;
  • SUPEREGO: pensamento ou ação imposta; são valores morais e culturais que são formados ao longo de nossa vida.
De forma bem simples: O ID é aquele “diabinho” e o SUPEREGO é aquele “anjinho” que vemos em desenhos animados

Pessoas não ponderadas, ou seja, que agem por instinto/impulso e sem pensar estão com o ID aflorado, agindo como muitos dizem de forma “animal”. Porém, como uma pessoa “inteligente” chega a ter uma atitude instintiva e até mesmo agressiva?

Prejuízo no Superego!

Fatores como ingestão de álcool ou drogas, ambiente familiar instável na infância, ansiedade disfuncional e outros transtornos mentais podem causar essa falta de mediação em atitudes cotidianas e relacionamentos. Assim, pessoas com atitudes agressivas ou intuitivas podem estar passando por alguns dos fatores/situações relacionados.

Percebe-se então que transtornos mentais como a ansiedade disfuncional interferem na mediação entre o ID e o Superego, da consciência humana. Essa mediação pode e deve ser controlada!

E a relação da ansiedade com os relacionamentos?

Entendendo que uma pessoa com ansiedade pode estar com seu ID aflorado, agora você pode compreender melhor a relação da ansiedade em relacionamentos. Você com certeza já leu o conteúdo sobre Ansiedade em um dos meus posts anteriores, mas resumindo:

  • A Ansiedade Funcional: é aquela que te motiva a ações, com iniciativa e pró atividade;
  • A Ansiedade Disfuncional: é aquela que te tira de uma organização mental,  “tira do eixo” e do equilíbrio entre ID e Superego.

Possivelmente, a ansiedade disfuncional seja o “estopimpara uma pessoa tomar atitudes extremas para si ou pessoas ao seu redor. Na ansiedade disfuncional é preciso apenas uma “faísca” para uma ação impulsiva, o que pode ser até um pensamento.

Para controlar esses impulsos, é possível realizar um tratamento para a educação/desenvolvimento emocional, daqueles que se encontram na situação do SUPEREGO prejudicado.

No tratamento da saúde mental (por meio da orientação psicológica e psicoterapia, uma pessoa pode encontrar diversos caminhos para sair desta situação em que se encontra, sendo ela a pessoa ansiosa ou estando em um relacionamento com uma pessoa  ansiosa . Analisando suas ações sob o enfoque da Terapia Cognitiva Comportamental é possível alcançar a inteligência emocional, para equilíbrio de seu ID e SUPEREGO. Isso mesmo, é possível juntar as teorias para se obter melhores resultados. 

Lembrando que nenhuma ação violenta, seja ela verbal ou física pode ser justificada pelos transtornos mentais.  Os transtornos devem ser tratados e controlados. Como organizar tudo isso?! Orientação Psicológica e Terapia. 

Como saber se você está com depressão?

Não tenha medo de falar sobre sua saúde mental! Esteja disposto a falar sobre seus sentimentos e angústias, procurar ajuda não significa ser fraco e sim forte para enfrentar qualquer situação que esteja passando. E se no caso, estiver pensando em um quadro de depressão?

Os sintomas principais da depressão são o humor deprimido por mais de 2 semanas, perda de prazer em realizar atividades e sensação de fadiga. Existem vários níveis de depressão e apenas um psicólogo pode confirmar qual é o estágio do quadro:

  • Leve: o paciente apresenta 4 sintomas;
  • Moderada: o paciente apresenta de 5 a 8 sintomas;
  • Grave: o paciente apresenta 8 a 10 sintomas.

Se você hoje está pesquisando sobre o assunto, já está aberto a procurar ajuda. Ficar com medo talvez seja um dos motivos de ainda não procurar um profissional, mas a psicoterapia pode vir até você como um apoio e não especificamente o tratamento de uma doença específica.

Ou seja, você pode ir até um profissional com uma queixa específica e trabalhar diversos campos do seu comportamento a favor de melhorar essas questões. Assim, é um apoio e um pontapé inicial para que você consiga falar sobre você e seus sentimentos

O diagnóstico de depressão só é realizado por profissionais psicólogos ou psiquiatras, sendo necessário verificar sinais no cotidiano, para buscar um tratamento adequado.

Se você se perguntou se tem depressão, procure ajuda! Se atente aos sinais e exponha-os a seu psicólogo, quanto mais cedo mais rápido o alívio de se sentir em paz com seu corpo e mente.

Você acredita em você?

Se você não fizer isso, ninguém vai fazer por você. Porque se alguém fizer, a possibilidade dessa pessoa não conseguir te convencer é grande. 

Acreditar em si mesmo não é uma questão de orgulho, mas sim de dignidade pessoal. É essa a ideologia comportamental que devemos agarrar diariamente para podermos confiar nas nossas decisões, deixar de ter medo de cometer erros e conseguir nos levantar quantas vezes forem necessárias. Acreditar em nós é amar a nós mesmos com valentia, sabendo que merecemos algo melhor.

O ser humano tem muita dificuldade em confiar nas suas próprias capacidades, em potencializar as suas virtudes e acreditar nas suas possibilidades.

Isso se deve ao modo como nós construímos a nossa realidade interna. Desde pequenos damos forma à nossa auto imagem com base nos estímulos que recebemos e nas interpretações que fazemos sobre os mesmos, e com base no que os outros nos dizem ou nos projetam, construiremos um senso de identidade mais forte e mais resistente ou, caso contrário, desenvolvemos um eu mais vulnerável.

Acreditar em si mesmo não é fácil quando vivemos no ambiente errado. É complicado confiar nas próprias capacidades quando nos concentramos mais nas nossas falhas do que no sentido de superação. Projetar um senso de identidade forte e corajosa também não tem nada de simples se tivermos sido ensinados a nos fixarmos no que os outros fazem, dizem ou pensam em vez de nos dedicarmos a nós mesmo. 

Acreditar em si mesmo é aceitar que somos únicos e diferentes dos demais. 

Muitas vezes não nos damos conta do “burburinho” dos nossos pensamentos, das nossas atitudes, decisões e reflexões. São eles que delineiam quem nós somos, que nos limitam ou nos potencializam e que, no fim das contas, influenciam a forma como nos sentimos ou nos comportamos.

A arte de acreditar em si mesmo é, acima de tudo, um exercício de vontade. E a vontade é um músculo poderoso que se exercita com os pensamentos certos, centrados e orientados para um fim bem definido: promover o nosso bem-estar e o nosso crescimento pessoal.

No entanto, e todos nós sabemos bem disso, não é fácil direcionar a bússola dos nossos pensamentos para o positivismo e a autoconfiança quando temos uma baixa autoestima. Quando o que sentimos é apatia, frustração e falta de motivação.

Por mais curioso que pareça, algo que os nossos pais e sistemas educativos frequentemente se esquecem é de nos ensinar a acreditar em nós mesmos. Em vez disso, orientam-nos a ser como a maioria das pessoas. Porque “ser normal” é fazer, pensar e se comportar como aqueles que nos rodeiam, é diluir as nossas particularidades no ordinário, no cotidiano. Porque às vezes ser único é ser diferente, e ser diferente não se encaixa, não rima. É desarmonia em um mundo que adora o previsível.

No entanto, vale a pena recordar algo muito simples: não somos seres produzidos em série, somos todos diferentes. Somos excepcionais e irrepetíveis. Temos impressões digitais únicas, uma personalidade própria, características distintas das dos outros. Nascemos para deixar a nossa marca no mundo, e para isso devemos encontrar o nosso propósito, acreditando em nós próprios e nas nossas capacidades.

Acreditar em si mesmo é um exercício constante que nunca devemos deixar de lado. Ninguém deveria sair de casa sem uma boa dose de autoconfiança e sem a crença firme de que merece tudo aquilo que se propõe ou deseja. Por isso, partindo do conceito da psicologia da vontade, é importante ter em conta estes conselhos que, sem dúvida alguma, podem nos servir de ajuda ou de inspiração.

Fazemos isto frequentemente com os nossos dispositivos. Não há nada melhor do que formatar um celular ou computador para que ele funcione de forma mais rápida e leve. No entanto, primeiramente precisamos escolher quais os arquivos queremos guardar e quais escolhemos apagar.

Para acreditarmos em nós mesmos devemos deixar de lado muitos comportamentos que fomos adquirindo ao longo do tempo, ideias que nos transmitiram e atribuições que alguém possa ter construído. As pessoas têm o hábito de se boicotarem com muita frequência, e nós fazemos isso quando nos subestimamos ou nos comparamos com os outros. É preciso deixar de focar em coisas que não têm qualquer utilidade: temos que passar a borracha e virar a página.

É possível mover montanhas se carregarmos pedras pequenas primeiro.

Para alcançar um objetivo, devemos acreditarmos em nós próprios. No entanto, a psicologia da vontade recorda que tal como Confúcio disse, os grandes feitos são conquistados depois de alcançar pequenas vitórias.

Desse modo, e antes de nos comprometermos com metas desmesuradas ou altas demais, não há nada melhor do que nos propormos a realizar pequenos desafios diários. São eles que nos vão dar o sentimento de segurança pessoal, confiança e uma autoimagem muito mais positiva.

Assim como dissemos no início, a arte de acreditar em si próprio é como um músculo que devemos exercitar diariamente. Portanto, não hesite em dar-lhe uso ao deixar a opinião dos outros de lado. Vamos nos atrever a tomar decisões e a sair diariamente da nossa zona de conforto. Vamos enfrentar as nossas inseguranças aos poucos e sem pressa…

Onde quer que você for, seja sempre você mesmo

Para acreditar em si, nunca se distancie de si mesmo. Onde quer que você for, não perca a sua essência, não deixe para trás os seus valores, as suas paixões ou a sua identidade. Que a sua essência marque cada um dos seus passos e decisões, sem medo do que os outros possam pensar. Ser você mesmo em todos os momentos e em todas as situações nem sempre é fácil, por isso, esse esforço diário também é um exercício de vontade, é assim que você adquire confiança e segurança pessoal.

Para concluir, embora seja impossível controlar o que a vida nos traz, é possível controlar o nosso modo de reagir a todas as adversidades que ela coloca à nossa frente. Se acreditarmos em nós mesmos, as dificuldades serão mais simples de superar, e as montanhas muito mais fáceis de escalar. Vamos refletir sobre isso.

A Depressão e os aspectos químicos

Já está comprovado que a depressão está diretamente ligada a um desequilíbrio químico no cérebro.

Existe diferenças entre depressão e tristeza, mau humor e um desânimo passageiro. Não se trata apenas uma questão de força de vontade. 

Quando uma pessoa está deprimida, é porque o cérebro está sofrendo alterações químicas que desencadeiam todos esses sentimentos negativos, e ele vai precisar de ajuda para voltar ao seu funcionamento normal. 

É normal termos emoções negativas. Um dia chuvoso, por exemplo, deixa algumas pessoas mais desanimadas. A diferença é que, quando não há depressão, o cérebro consegue modular essa emoção negativa. Você pode estar triste, mas sabe precisa ir trabalhar, assim toma um café, procura pensar coisas boas e segue em frente. 

Essas regiões ficam hiperativas. É como se essa rede de neurônios do cérebro ficasse muito ativa, então a pessoa não consegue desengajar o humor de aspectos negativos, e aí vem a tristeza e a anedonia (dificuldade de experimentar prazer nas coisas). Por isso que, quando alguém está deprimido, dizer apenas “se anima e sai de casa” não é suficiente. A pessoa não consegue e não é falta de vontade.

O papel dessas regiões do cérebro responsáveis por emoções negativas é muito importante. Elas usam muitos neurotransmissores, que são substâncias produzidas pelos neurônios para enviar informações para outras células. Os principais neurotransmissores envolvidos na depressão são a serotonina e a noradrenalina. Quando há um desequilíbrio na produção delas, a doença se instala.

Os neurônios precisam de neurotransmissores para se comunicar. Por isso que, no tratamento, procura-se aumentar os neurotransmissores certos para conseguir ajustar a função desses neurônios.

E porque eles ficam desregulados, causando a depressão? 

Essas causas ainda não são completamente conhecidas, mas sabemos que existem causas genéticas e ambientais, como um estresse forte ou a perda de um ente querido. Um evento desse tipo pode desencadear o desequilíbrio dos neurotransmissores no cérebro.

Saber que a depressão tem uma origem biológica ajuda tanto o deprimido quanto seus entes queridos a ter mais empatia pelo problema. O doente não se culpa tanto, e os amigos e familiares conseguem colocar a depressão numa perspectiva mais solidária.

Entender que a depressão é uma doença/transtorno mental é importante também na hora de buscar ajuda. O tratamento é capaz de colocar nos eixos toda a comunicação do cérebro e mandar embora as emoções negativas em excesso, deixando apenas o que é considerado normal. Procurar um profissional da área da saúde é o primeiro passo para acabar com o sofrimento.

Como lidar com a ansiedade disfuncional?

Existem duas formas de ansiedade, a Ansiedade Funcional e a Ansiedade Disfuncional. 

Se você está sofrendo com Ansiedade Disfuncional, é porque seu cérebro está interpretando de forma errada a realidade, algo está “desregulado”.

A Ansiedade Funcional é aquela que nos deixa produtivos, proativos, espertos. Já a Ansiedade Disfuncional é aquela que nos trava, nos dá medo extremo, pânico, falta de ar, dores musculares e a sensação de que algo pode dar muito errado a qualquer momento. 

Pessoas com essa Ansiedade Disfuncional não tem que mudar os seus pensamentos, mas sim, a estrutura deles. Vamos tentar entender esse processo.

A princípio, a ansiedade é uma reação normal diante de circunstâncias mais ou menos excepcionais. Quando elas desaparecem, a resposta ansiosa também deveria desaparecer, mas as vezes, isso não acontece. Seguimos praticamente abraçados a ela, mantendo a emoção ansiosa apesar do estímulo que a causou não existir mais.

Mas como podemos desativar isso?

  • Trabalhe desde a origem: seu cérebro. Dê a ele as instruções para que deixe de interpretar erroneamente as situações que produzem ansiedade disfuncional, fazendo-o sintonizar sua parte racional (que sabe que está tudo bem) com a emocional (que acha que algo de mal vai acontecer, mesmo sem motivos aparentes);
  • Não dê trégua. Bloqueie o passo da ansiedade disfuncional antes mesmo dela se apresentar. O grande problema da ansiedade disfuncional é que quando ela chega, só se vai quando bem entende, o que faz você sentir que não tem controle sobre sua vida. Se você se atenta ao que a causa, poderá se antecipar e tomar medidas para que ele não apareça;
  • Evite a repetição. Nosso cérebro funciona por repetição. Se aprendemos a ter ansiedade disfuncional ao invés da funcional, isso é o que vai acontecer uma e outra vez. Por isso é tão importante ensinar novas maneiras de pensar ao nosso querido, cérebro. Trate ele com carinho; 
  • Viva o presente. Não antecipe as desgraças. Se elas acontecerem, você simplesmente as enfrenta, mas sem enlouquecer previamente; 
  • Busque aumentar sua autoestima, sua confiança de tal forma que isso te ajude a se adaptar às mudanças de vida, que sempre acontecem.

Essas orientações podem te ajudar se você tem crises ocasionais de ansiedade disfuncional.

Mas para saber como lidar com ela, se acontece com frequência, você deve procurar um Psicólogo ou profissional de saúde mental. 

Retirado de Cámbiate Blog (traduzido e adaptado)

Estou TRISTE ou estou com DEPRESSÃO?

A tristeza é um estado mental passageiro. Uma EMOÇÃO causada por uma situação que nos magoa. Já a depressão é um TRANSTORNO PSICOLÓGICO. 

Se estou triste a muito tempo e/ou me encaixo em vários dos itens abaixo relacionados, posso estar com depressão.

Incapacidade de:

  • Trabalhar;
  • Estudar;
  • Se concentrar;
  • Comer;
  • Dormir;
  • Se divertir. 

Sentimentos de:

  • Desamparo;
  • Desesperança;
  • Inutilidade;
  • Exaustão. 

E mais:

  • Falta de motivação;
  • Medos que antes não existiam;
  • Dificuldade de concentração, raciocínio lento e esquecimento;
  • Perda ou aumento de apetite;
  • Insônia ou dormir demais;
  • Aumento no grau de pessimismo;
  • Insegurança exagerada;
  • Sensação de vazio;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade exagerada;
  • Angústia persistente;
  • Falta de vontade de fazer atividades que antes eram prazerosas.

Caso, você se identificou com um ou mais dos tópicos acima, procure um profissional da área de saúde mental. Você não não  precisa passar por isso sozinho(a)!