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Depressão e ansiedade não são a mesma coisa, mas são transtornos mentais que podem ser apresentados ao mesmo tempo.

Quem tem ansiedade tem depressão?

Embora, em muitos casos, o paciente possa se confundir com os sintomas, nem todas as pessoas que estão ansiosas, são também depressivas.

Porém, a ansiedade disfuncional pode ser apresentada como “estopim” e sintomas da depressão. Mas como a mente humana é maravilhosamente misteriosa, não é regra. Não são todas as pessoas que têm depressão, que tem ansiedade, mas pode ocorrer simultaneamente.

Cada uma delas apresentam sinais e sintomas específicos, entender é necessário para o tratamento adequado, e claro, acompanhado por um profissional mental.

Sintomas e sinais de Depressão

  • Sentimento de tristeza ou “vazio” persistente; 
  • Sentimentos de desesperança, luto ou pessimismo;
  • Choro fácil;
  • Irritabilidade;
  • Perda de interesse ou prazer pela vida, hobbies e atividades;
  • Sentimentos de culpa, inutilidade e desamparo;
  • Distúrbios no sono, dificuldade para dormir, despertar de manhã cedo ou dormir demais; 
  • Diminuição da energia ou fadiga;
  • Alterações no apetite; 
  • Cuidados e asseio pessoal podem ficar comprometidos, como parar de tomar banho, não se maquiar e não se preocupar com vaidade; 
  • Pensamentos de ruína, sem esperança de melhora;
  • Dificuldade de concentração, lembrança ou tomada de decisões..

Sintomas de Ansiedade

  • Constante tensão ou nervosismo;
  • Sensação de que algo ruim vai acontecer;
  • Problemas de concentração;
  • Medo constante;
  • Preocupação exagerada em comparação com a realidade;
  • Problemas para dormir;
  • Irritabilidade; entre outros.

Alguns sintomas físicos da ansiedade são:

  • Dor ou aperto no peito e aumento das batidas do coração;
  • Respiração ofegante ou falta de ar;
  • Tremores nas mãos ou outras partes do corpo;
  • Sensação de fraqueza ou fadiga;
  • Boca seca;
  • Mãos e pés frios ou suados;
  • Náusea;
  • Entre outros.

Como descobrir se você tem ansiedade ou depressão?

O primeiro ponto que devo levantar para você é que a Ansiedade está presente em todos nós. (sim, todos temos ansiedade)

Mas ela pode ser dividida em duas classificações:

  • Ansiedade Disfuncional, aquela que transforma até às pequenas atividades, em algo desesperador.
  • Ansiedade Funcional, aquela que faz com que você se sinta motivado a realizar uma tarefa ou atingir um objetivo. 

Você deve ficar em alerta se a sua ansiedade está causando desconforto emocional e físico (os sintomas que citei acima). Se sim, você deve procurar o auxílio de um profissional para equilibrar a sua ansiedade. Para que a torne uma Ansiedade Funcional.

Já a depressão, pode ser diagnosticada com os sintomas que citei acima por um profissional da saúde mental. Isso porque, diferente da ansiedade, a depressão não está presente em todos nós. Infelizmente algumas pessoas são acometidas por esse transtorno mental que deve ser tratado!

Se em algum momento desta leitura, você se identificou com algum aspecto emocional que comentei, ou deseja melhorar a sua qualidade de vida emocional, procure um profissional da saúde mental. A vida é maravilhosa quando vivida!

O que pode causar a depressão?

Já falei sobre os sintomas, quem pode ter depressão e tratamento. Mas afinal, existem gatilhos que causam a depressão? 

A depressão pode tanto surgir sem motivo aparente, ou quanto a um evento importante que desencadeiam os sentimentos de tristeza, levando alguns casos a depressão. Separei alguns tópicos abaixo, com gatilhos da doença, confira:

  • Eventos estressantes

Divórcio, falência, perda de emprego ou morte de uma pessoa próxima podem ser eventos estressantes na vida de alguém. A gravidade do evento em si tem pouco a ver com a gravidade da depressão posterior; o fato de ter acontecido por si só já basta.

  • Solidão

Estar afastado da família ou como romper relações com os amigos, por exemplo, pode desencadear a doença

  • Consumo de álcool e drogas

Abusar de álcool e drogas, principalmente em momentos difíceis, é perigoso. Em épocas complicadas, há quem os utilize como válvula de escape. Mas embora pareçam “ajudar” momentaneamente, o efeito é inverso.

  • Doenças crônicas

Problemas de saúde fatais ou de longa duração, como câncer ou doenças coronárias, têm o potencial de gerar depressão.

  • Gravidez

Até um evento tão alegre como o nascimento de um bebê pode ser um gatilho de depressão. Certas mulheres são particularmente vulneráveis a uma variação do transtorno chamada depressão pós-parto.

Há casos em que o gatilho para depressão não está presente, podendo até mesmo ser devido a genética ou fatores não identificados. Lembre-se que a depressão não necessariamente precisa de um gatilho como os citados acima, assim como os gatilhos não irão obrigatoriamente causar a depressão, são todos fatores relativos. Mas, se caso você passou por algum dos momentos acima, ou esteja enfrentando momentos difíceis atualmente, procure ajuda psicológica e entenda seus sentimentos. Você não precisa passar por isso sozinho.

Como saber se você está com depressão?

Não tenha medo de falar sobre sua saúde mental! Esteja disposto a falar sobre seus sentimentos e angústias, procurar ajuda não significa ser fraco e sim forte para enfrentar qualquer situação que esteja passando. E se no caso, estiver pensando em um quadro de depressão?

Os sintomas principais da depressão são o humor deprimido por mais de 2 semanas, perda de prazer em realizar atividades e sensação de fadiga. Existem vários níveis de depressão e apenas um psicólogo pode confirmar qual é o estágio do quadro:

  • Leve: o paciente apresenta 4 sintomas;
  • Moderada: o paciente apresenta de 5 a 8 sintomas;
  • Grave: o paciente apresenta 8 a 10 sintomas.

Se você hoje está pesquisando sobre o assunto, já está aberto a procurar ajuda. Ficar com medo talvez seja um dos motivos de ainda não procurar um profissional, mas a psicoterapia pode vir até você como um apoio e não especificamente o tratamento de uma doença específica.

Ou seja, você pode ir até um profissional com uma queixa específica e trabalhar diversos campos do seu comportamento a favor de melhorar essas questões. Assim, é um apoio e um pontapé inicial para que você consiga falar sobre você e seus sentimentos

O diagnóstico de depressão só é realizado por profissionais psicólogos ou psiquiatras, sendo necessário verificar sinais no cotidiano, para buscar um tratamento adequado.

Se você se perguntou se tem depressão, procure ajuda! Se atente aos sinais e exponha-os a seu psicólogo, quanto mais cedo mais rápido o alívio de se sentir em paz com seu corpo e mente.

Como é o início de uma depressão?

Assim como outras doenças, a depressão ocorre em cada indivíduo de formas diferentes. Afetando mais de 350 milhões de pessoas no mundo (de acordo com a OMS), a depressão ainda carrega estigmas que dificultam o diagnóstico.

Sendo confundida com sentimentos naturais do ser humano como tristeza, desânimo, preguiça, etc; muitas pessoas demoram para procurar ajuda, fazendo com que o quadro da doença se agrave.

Os critérios para diagnóstico da depressão determinam que uma pessoa deve apresentar ao menos cinco sintomas do transtorno de uma depressão. Os principais são:

  • Humor deprimido (tristeza, desânimo e pensamentos negativos);
  • Perda de interesse por coisas que antes eram prazerosas;
  • Alterações no sono, no apetite ou no peso;
  • Cansaço;
  • Falta de concentração.

Se você se identifica com a maioria dos sintomas acima, lembre-se: a depressão é uma doença, que afeta diretamente a produtividade no trabalho e nos estudos e em relações entre indivíduos.

Assim que notar qualquer sintoma depressivo, consulte um psicólogo, o tratamento contra a depressão é eficaz, principalmente quando iniciado precocemente. 

Quem tem depressão?

Ricos ou pobres, jovens ou idosos, estudantes ou empreendedores… Você acha que a depressão tem um rosto específico? Se pensa assim, você pode estar errado! A depressão não tem classe social, não tem endereço e não tem idade. Pode acontecer comigo, com você ou com alguém próximo.

Ao contrário do que muitos imaginam, quem sofre de depressão pode não transparecer seus sentimentos em seus rostos. Podem estar felizes durante um fim de semana com a família e estar passando por momentos dolorosos sozinha.

São pessoas ”normais”, homens e mulheres aparentemente bem, trabalhando e até com um sorriso no rosto. Mesmo sendo uma doença extremamente comum, a depressão ainda é uma doença pouco diagnosticada.

Quem tem depressão, é colocado em desafios diariamente. Podem perder suas esperanças e suas emoções viram uma verdadeira montanha-russa. Se você está passando por momentos assim, entenda que seus sentimentos não são pequenos, não os abafe, aceite-os, reconheça-os, acolha e os coloque em ações.

Lembre-se que não é necessário passar por isso sozinho. Não espere que o desequilíbrio emocional vire um transtorno de depressão, procure um profissional. Desconfortos mentais e emocionais não devem ser considerados como normais.

A Depressão e os aspectos químicos

Já está comprovado que a depressão está diretamente ligada a um desequilíbrio químico no cérebro.

Existe diferenças entre depressão e tristeza, mau humor e um desânimo passageiro. Não se trata apenas uma questão de força de vontade. 

Quando uma pessoa está deprimida, é porque o cérebro está sofrendo alterações químicas que desencadeiam todos esses sentimentos negativos, e ele vai precisar de ajuda para voltar ao seu funcionamento normal. 

É normal termos emoções negativas. Um dia chuvoso, por exemplo, deixa algumas pessoas mais desanimadas. A diferença é que, quando não há depressão, o cérebro consegue modular essa emoção negativa. Você pode estar triste, mas sabe precisa ir trabalhar, assim toma um café, procura pensar coisas boas e segue em frente. 

Essas regiões ficam hiperativas. É como se essa rede de neurônios do cérebro ficasse muito ativa, então a pessoa não consegue desengajar o humor de aspectos negativos, e aí vem a tristeza e a anedonia (dificuldade de experimentar prazer nas coisas). Por isso que, quando alguém está deprimido, dizer apenas “se anima e sai de casa” não é suficiente. A pessoa não consegue e não é falta de vontade.

O papel dessas regiões do cérebro responsáveis por emoções negativas é muito importante. Elas usam muitos neurotransmissores, que são substâncias produzidas pelos neurônios para enviar informações para outras células. Os principais neurotransmissores envolvidos na depressão são a serotonina e a noradrenalina. Quando há um desequilíbrio na produção delas, a doença se instala.

Os neurônios precisam de neurotransmissores para se comunicar. Por isso que, no tratamento, procura-se aumentar os neurotransmissores certos para conseguir ajustar a função desses neurônios.

E porque eles ficam desregulados, causando a depressão? 

Essas causas ainda não são completamente conhecidas, mas sabemos que existem causas genéticas e ambientais, como um estresse forte ou a perda de um ente querido. Um evento desse tipo pode desencadear o desequilíbrio dos neurotransmissores no cérebro.

Saber que a depressão tem uma origem biológica ajuda tanto o deprimido quanto seus entes queridos a ter mais empatia pelo problema. O doente não se culpa tanto, e os amigos e familiares conseguem colocar a depressão numa perspectiva mais solidária.

Entender que a depressão é uma doença/transtorno mental é importante também na hora de buscar ajuda. O tratamento é capaz de colocar nos eixos toda a comunicação do cérebro e mandar embora as emoções negativas em excesso, deixando apenas o que é considerado normal. Procurar um profissional da área da saúde é o primeiro passo para acabar com o sofrimento.

7 verdades sobre a Depressão que ninguém te conta

Junto com sua complexidade, a Depressão vem repleta de mitos e verdades profundas que são frequentemente julgadas e mal analisadas por inúmeras pessoas. O desconhecimento sobre o que o indivíduo passa durante as crises da doença gera muitos preconceitos, que inclusive afetam diretamente na melhora do mesmo.

Em vista disso, o artigo em questão irá desvendar 7 verdades camufladas, presentes na vida de pessoas que sofrem de Depressão. Verdades que precisam ser corretamente entendidas e levadas com empatia. Tenha uma boa leitura!

7 coisas que não te falam sobre a Depressão:

1. A Depressão não surge do nada, nem de repente. O processo de desenvolvimento da doença ocorre com base em cada experiência traumática vivenciada por um indivíduo. Portanto, é a junção desses acontecimentos dolorosos que proporcionam o surgimento da doença.

2. A maioria das pessoas que sofrem de Depressão possuem vergonha de assumir a doença. Os indivíduos sentem vergonha de si mesmos, como se a culpa pelo problema fosse deles, fato este que não tem nada de verídico. Não há vergonha alguma em sofrer de Depressão.

3. Ao contrário do que muitos pensam, sofrer de Depressão não é sinônimo de fraqueza. Afinal, sofrer anos com um histórico traumático de dor profunda implica em ter uma força incrível.

4. Não existe um motivo específico (na maioria dos casos) que leve ao suicídio. O que ocorre é que o indivíduo vem sofrendo por meses ou anos e, de repente, em algum momento, algum acontecimento torna-se uma válvula de escape, que funciona como um combustível que motiva a tentativa de suicídio.

5. A coragem para tirar a própria vida surge mais cedo ou mais tarde. Não importa quanto tempo demore. Essa coragem se desenvolve, caso o indivíduo não receba tratamento adequado para a doença. Desse modo, podemos concluir que a própria Depressão desenvolve esta coragem, visto que o seu objetivo principal é levar o indivíduo à morte.

6. O funcionamento saudável da mente não ocorre no caso da doença. Por estar sofrendo psicologicamente, devido aos acontecimentos traumáticos, qualquer decisão a ser tomada durante esse período deve ser adiada, visto que o indivíduo pode fazer escolhas precipitadas, que provavelmente não faria se estivesse completamente saudável.

7. Qualquer um pode desenvolver Depressão e em qualquer fase da vida. Desse modo, não menospreze alguém que sofre com a doença, pois um dia poderá ser você.

Esses 7 fatos referentes à Depressão não são nenhum segredo, mas, infelizmente, o preconceito com a doença é muito comum. Se você sofre de Depressão, entenda que tudo aquilo que você está passando não é culpa sua, e não hesite em pedir ajuda. Quanto mais cedo você tratar a Depressão, mais cedo irá apresentar melhora e, consequentemente, mudar e elevar a sua qualidade de vida.

Com depressão não se brinca!

Estou TRISTE ou estou com DEPRESSÃO?

A tristeza é um estado mental passageiro. Uma EMOÇÃO causada por uma situação que nos magoa. Já a depressão é um TRANSTORNO PSICOLÓGICO. 

Se estou triste a muito tempo e/ou me encaixo em vários dos itens abaixo relacionados, posso estar com depressão.

Incapacidade de:

  • Trabalhar;
  • Estudar;
  • Se concentrar;
  • Comer;
  • Dormir;
  • Se divertir. 

Sentimentos de:

  • Desamparo;
  • Desesperança;
  • Inutilidade;
  • Exaustão. 

E mais:

  • Falta de motivação;
  • Medos que antes não existiam;
  • Dificuldade de concentração, raciocínio lento e esquecimento;
  • Perda ou aumento de apetite;
  • Insônia ou dormir demais;
  • Aumento no grau de pessimismo;
  • Insegurança exagerada;
  • Sensação de vazio;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade exagerada;
  • Angústia persistente;
  • Falta de vontade de fazer atividades que antes eram prazerosas.

Caso, você se identificou com um ou mais dos tópicos acima, procure um profissional da área de saúde mental. Você não não  precisa passar por isso sozinho(a)!

Psicoterapia para IDOSOS

Atenção para os Transtornos de depressão e ansiedade em idosos.

O número de idosos deverá crescer aproximadamente 46% até 2030. Assim, o Brasil será o quinto país com mais pessoas acima dos 60 anos. Estes dados nos mostram importantes sinais de alerta. É junto a esse público, por exemplo, que ocorre a predominância de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e a maior exposição à vulnerabilidade social.

O contexto exige maior atenção das famílias para problemas como depressão e ansiedade, comuns em idosos – os transtornos são apontados entre as doenças mais incapacitantes do mundo. Ao considerar esses fatores, fica evidente a relevância das psicoterapias para melhorar a qualidade de vida e a saúde mental da população idosa. 

Apesar de seu potencial, trata-se de uma área que ainda carece de maturidade no Brasil. Assim como a medicina tem o campo da geriatria para atender os idosos, na saúde mental não pode ser diferente. Precisamos adaptar as psicoterapias para esse grupo. 

Não se pode mais encarar a chegada da velhice como uma simples extensão da vida adulta. Trata-se de uma fase da vida que guarda uma série de particularidades, assim como a infância e adolescência. Daí a importância das psicoterapias e da possibilidade de personalização do tratamento.

Principais transtornos enfrentado pelos idosos

Entre pacientes idosos, a depressão e a ansiedade são consideradas problemas de saúde pública. No Brasil, a prevalência da depressão é de 5,8% na população geral, enquanto na faixa dos 60 aos 64 anos, o índice sobe para 11,1%. Os dados são da pesquisa Depressão, suicídio e tabu no Brasil: um novo olhar sobre a Saúde Mental, realizada pela empresa farmacêutica Pfizer e pelo Ibope no segundo semestre de 2019.

O estudo revelou, ainda, que os idosos são o grupo que mais concordam com mitos envolvendo a saúde mental. Cerca de 30% dos entrevistados com mais de 55 anos acreditam que a depressão se resume a falta de fé, por exemplo. Pessoas com mais idade também sofrem mais com desinformação e muitos nem sequer acreditam que exista relação entre depressão e suicídio. O ato de tirar a própria vida, aliás, chama atenção entre pessoas acima de 70 anos: são 8,9 mortes por 100 mil indivíduos, enquanto a média geral no país é de é 5,5 casos por 100 mil pessoas.

Às distorções de sentido quanto à saúde mental são questões geracionais que precisam ser levadas em consideração durante as sessões de terapia. Ainda assim, os idosos não são um grupo homogêneo. Não podemos iniciar uma avaliação com estereótipos como do “ancião solitário e ranzinza”. Ideias assim impedem um aprofundamento da abordagem personalizada, que é o grande diferencial das psicoterapias cognitivas.

Muitas abordagens em idosos hoje estão ligadas a fatores geracionais, ou seja, diferenças nas “gerações “. Um grupo que nasceu na década de 1940, por exemplo, tem um ponto de vista cultural que difere da dinâmica da sociedade atual. É comum que isso traga vários padrões de sofrimento, inclusive sobre os papéis de gênero, que eram muito mais rígidos.

É o caso principalmente dos homens que foram educados para não falar de emoções. Nesse momento, usamos a psicoeducação, para ensinar esses indivíduos a relatar suas emoções. É o caso, também, de muitas idosas viúvas, que sempre foram donas de casa e têm a sensação de que já cumpriram suas vidas. Então começamos a trabalhar outras relações, como amizade, atividades sociais e de lazer para redirecionar o sentido da vida.

Como é feito o acompanhamento psicológico de pacientes idosos?

Em um primeiro momento de anamnese fazemos a conceituação cognitiva. Para isso, é preciso acrescentar algumas avaliações que não aparecem na anamnese do adulto. Entre elas, questões de saúde física, já que os idosos têm mais chances de desenvolver doenças crônicas. Para isso é indispensável o trabalho multidisciplinar e o contato do Psicólogo com os demais médicos e profissionais que acompanham o idoso (a). 

Pode ser usado:

  • Técnica de relaxamento;
  • Trabalhos de motivação ou de aceitação de limitações;
  • Tratamento psicológico para medos;
  • Trabalho psicológico para entendimento de que a família tem seus afazeres e não se trata de “abandono”. 
  • Preparação para às limitações previstas para a velhice e etc. 

Em geral, o atendimento de idosos é individual no consultório. Há uma tendência em achar que esses grupos têm melhores resultados em terapias coletivas. Mas não é a realidade. Como esse público faz uso de muitos medicamentos, aumenta a importância de intervenções não farmacológicas, como a psicoterapia.

Outro caminho que os idosos percorrem até a terapia é o de filhos e netos, geralmente mais familiarizados com os benefícios da psicologia. Temos que perceber que, daqui a 30 anos, essa geração de adultos se tornará idosa e, em geral, já haverá uma compreensão ampliada da saúde mental. Por isso, entendemos que a procura das psicoterapias para idosos vai aumentar, e isso se deve inclusive à evolução da psicologia enquanto ciência. 

Procure um Psicólogo para entender quais as melhores estratégias de motivação do(a) idoso (a) para o início do Tratamento Psicológico.