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Imagine que dentro da sua cabeça existe um “bonequinho”

Ele fica em uma sala, sem portas e janelas, apenas observando uma pequena lâmpada e um grande botão vermelho. 

O bonequinho é responsável por acionar esse botão vermelho quando a lâmpada acender.  Uma simples tarefa. A lâmpada acendeu, O bonequinho aciona o botão vermelho.

Esse botão vermelho é responsável por uma descarga de coquetel de hormônios como a adrenalina, por exemplo. Essa luz acende frente a um perigo eminente. 

Quando falo em perigo eminente, são aqueles que são um risco a sua vida.

O bonequinho é responsável pela  liberação dessa descarga de hormônios para que você, esteja em alerta e pronto para a ação. O que chamamos MECANISMO DE DEFESA, ataque ou fuga.

Vamos a um exemplo para entender os conceitos?

Você desde pequeno teve medo de cobras. Em uma pequena trilha em meio a natureza, você viu uma cobra próximo a você. Se esquiva para mais longe, com batimentos cardíacos acelerados e respiração cada vez mais forte e ofegante.

Agora, o que aconteceu lá na “sala de comando” do bonequinho?

Quando você constatou a cobra, a lâmpada acendeu. Rapidamente o bonequinho apertou seu botão vermelho de pânico e os hormônios para essas emoções foram injetadas em seu corpo para uma atitude rápida. 

O bonequinho na sua cabeça não sabe o que é uma cobra, ele não tem ciência do significado daquele sentimento e qual nível de ação deve ser realizada. Ou seja, ele só quer te salvar de um perigo, mas não sabe qual é o grau de periculosidade real.

E se a situação fosse diferente?

Se você visse uma cobra em um zoológico. A lâmpada ainda iria acender e o bonequinho iria apertar o botão vermelho de pânico.

Isso acontece quando a pessoa está passando por um transtorno mental como o transtorno de ansiedade generalizada por ex.

O bonequinho que não sabe o significado de cada momento em sua vida, está apertando o botão de pânico desenfreadamente. Ele não tem culpa, ele está tentando te salvar.Mas esse sistema já não funciona mais. Pois, o perigo é algo comum que estamos enfrentando hoje em dia. Já são anos de uma pandemia e outros perigos. 

Precisamos então de uma atualização da lâmpada, instalando um para um painel de intensidade e do botão, para uma espécie de botão uma seringa.

No mesmo exemplo, ao ver uma cobra no zoológico, você racionalizasse o problema e enviasse uma escala de periculosidade para o bonequinho? Bonequinho, este é um perigo número 3

Ao invés de acionar um botão que antes enviava uma mensagem ao seu corpo de perigo número 10, o bonequinho aperta no botão seringa apenas uma quantidade de carga número 3

A analogia foi feita para realmente explicar uma situação que acontece em seu cérebro. Então, que tal você conversar com o seu bonequinho e realmente instalar essa atualização em suas ações emocionais e racionalizar qual o perigo que você está enfrentando e quanto realmente precisa ser injetado de hormônio para o real perigo?

 Isso não é fácil, mas com treinamento emocional é possível cada vez mais Racionalizar o seu pensamento.  Isso não só proporcionará uma vida com menos estresse, como também irá economizar suas energias vitais. 

Afinal, devemos correr de uma cobra, mas se o perigo for a preocupação com uma conta a pagar, teremos que ter outras atitudes recebendo outros níveis hormonais com objetivos diferentes.

Depressão e ansiedade não são a mesma coisa, mas são transtornos mentais que podem ser apresentados ao mesmo tempo.

Quem tem ansiedade tem depressão?

Embora, em muitos casos, o paciente possa se confundir com os sintomas, nem todas as pessoas que estão ansiosas, são também depressivas.

Porém, a ansiedade disfuncional pode ser apresentada como “estopim” e sintomas da depressão. Mas como a mente humana é maravilhosamente misteriosa, não é regra. Não são todas as pessoas que têm depressão, que tem ansiedade, mas pode ocorrer simultaneamente.

Cada uma delas apresentam sinais e sintomas específicos, entender é necessário para o tratamento adequado, e claro, acompanhado por um profissional mental.

Sintomas e sinais de Depressão

  • Sentimento de tristeza ou “vazio” persistente; 
  • Sentimentos de desesperança, luto ou pessimismo;
  • Choro fácil;
  • Irritabilidade;
  • Perda de interesse ou prazer pela vida, hobbies e atividades;
  • Sentimentos de culpa, inutilidade e desamparo;
  • Distúrbios no sono, dificuldade para dormir, despertar de manhã cedo ou dormir demais; 
  • Diminuição da energia ou fadiga;
  • Alterações no apetite; 
  • Cuidados e asseio pessoal podem ficar comprometidos, como parar de tomar banho, não se maquiar e não se preocupar com vaidade; 
  • Pensamentos de ruína, sem esperança de melhora;
  • Dificuldade de concentração, lembrança ou tomada de decisões..

Sintomas de Ansiedade

  • Constante tensão ou nervosismo;
  • Sensação de que algo ruim vai acontecer;
  • Problemas de concentração;
  • Medo constante;
  • Preocupação exagerada em comparação com a realidade;
  • Problemas para dormir;
  • Irritabilidade; entre outros.

Alguns sintomas físicos da ansiedade são:

  • Dor ou aperto no peito e aumento das batidas do coração;
  • Respiração ofegante ou falta de ar;
  • Tremores nas mãos ou outras partes do corpo;
  • Sensação de fraqueza ou fadiga;
  • Boca seca;
  • Mãos e pés frios ou suados;
  • Náusea;
  • Entre outros.

Como descobrir se você tem ansiedade ou depressão?

O primeiro ponto que devo levantar para você é que a Ansiedade está presente em todos nós. (sim, todos temos ansiedade)

Mas ela pode ser dividida em duas classificações:

  • Ansiedade Disfuncional, aquela que transforma até às pequenas atividades, em algo desesperador.
  • Ansiedade Funcional, aquela que faz com que você se sinta motivado a realizar uma tarefa ou atingir um objetivo. 

Você deve ficar em alerta se a sua ansiedade está causando desconforto emocional e físico (os sintomas que citei acima). Se sim, você deve procurar o auxílio de um profissional para equilibrar a sua ansiedade. Para que a torne uma Ansiedade Funcional.

Já a depressão, pode ser diagnosticada com os sintomas que citei acima por um profissional da saúde mental. Isso porque, diferente da ansiedade, a depressão não está presente em todos nós. Infelizmente algumas pessoas são acometidas por esse transtorno mental que deve ser tratado!

Se em algum momento desta leitura, você se identificou com algum aspecto emocional que comentei, ou deseja melhorar a sua qualidade de vida emocional, procure um profissional da saúde mental. A vida é maravilhosa quando vivida!

Como uma pessoa considerada “inteligente” pode chegar a ações impulsivas e agressivas?

Hoje, neste texto sobre a ansiedade em relacionamentos abusivos, vou lhe contar que a ansiedade disfuncional somada à falta de ponderação pode chegar/culminar em um relacionamento abusivo (neste exemplo, amoroso). Se você quiser entender melhor sobre isso, continue lendo este texto até o final.


Para uma análise completa da ansiedade em relacionamentos, é necessário entender alguns conceitos e aspectos do comportamento e da mente humana que são estudados pela psicologia.

Além da Cognitiva Comportamental, outra das teorias que mais utilizo é a Psicanalítica, segundo a qual a consciência humana é dividida em 3 conceitos: Id, Ego e Superego. De maneira simples, se os seus pensamentos fossem divididos de 3 formas seriam as seguintes:

  • ID: pensamento ou ação instintiva; são aqueles momentos em que não pensamos, apenas agimos;
  • EGO: seu eu e sua consciência, que equilibra os impulsos do ID;
  • SUPEREGO: pensamento ou ação imposta; são valores morais e culturais que são formados ao longo de nossa vida.
De forma bem simples: O ID é aquele “diabinho” e o SUPEREGO é aquele “anjinho” que vemos em desenhos animados

Pessoas não ponderadas, ou seja, que agem por instinto/impulso e sem pensar estão com o ID aflorado, agindo como muitos dizem de forma “animal”. Porém, como uma pessoa “inteligente” chega a ter uma atitude instintiva e até mesmo agressiva?

Prejuízo no Superego!

Fatores como ingestão de álcool ou drogas, ambiente familiar instável na infância, ansiedade disfuncional e outros transtornos mentais podem causar essa falta de mediação em atitudes cotidianas e relacionamentos. Assim, pessoas com atitudes agressivas ou intuitivas podem estar passando por alguns dos fatores/situações relacionados.

Percebe-se então que transtornos mentais como a ansiedade disfuncional interferem na mediação entre o ID e o Superego, da consciência humana. Essa mediação pode e deve ser controlada!

E a relação da ansiedade com os relacionamentos?

Entendendo que uma pessoa com ansiedade pode estar com seu ID aflorado, agora você pode compreender melhor a relação da ansiedade em relacionamentos. Você com certeza já leu o conteúdo sobre Ansiedade em um dos meus posts anteriores, mas resumindo:

  • A Ansiedade Funcional: é aquela que te motiva a ações, com iniciativa e pró atividade;
  • A Ansiedade Disfuncional: é aquela que te tira de uma organização mental,  “tira do eixo” e do equilíbrio entre ID e Superego.

Possivelmente, a ansiedade disfuncional seja o “estopimpara uma pessoa tomar atitudes extremas para si ou pessoas ao seu redor. Na ansiedade disfuncional é preciso apenas uma “faísca” para uma ação impulsiva, o que pode ser até um pensamento.

Para controlar esses impulsos, é possível realizar um tratamento para a educação/desenvolvimento emocional, daqueles que se encontram na situação do SUPEREGO prejudicado.

No tratamento da saúde mental (por meio da orientação psicológica e psicoterapia, uma pessoa pode encontrar diversos caminhos para sair desta situação em que se encontra, sendo ela a pessoa ansiosa ou estando em um relacionamento com uma pessoa  ansiosa . Analisando suas ações sob o enfoque da Terapia Cognitiva Comportamental é possível alcançar a inteligência emocional, para equilíbrio de seu ID e SUPEREGO. Isso mesmo, é possível juntar as teorias para se obter melhores resultados. 

Lembrando que nenhuma ação violenta, seja ela verbal ou física pode ser justificada pelos transtornos mentais.  Os transtornos devem ser tratados e controlados. Como organizar tudo isso?! Orientação Psicológica e Terapia. 

Como posso ajudar meus filhos com ANSIEDADE durante a pandemia/escola?

Os tempos estão cada vez mais ansiosos, esperança do fim da pandemia, esperança de tempos “normais” e esperança da vacinação. Isso acarreta um aumento na ansiedade de cada indivíduo, e nas crianças e jovens isso não é diferente.

Como os pais podem ajudar seus filhos nesse momento? Se você gostaria de saber como continue lendo.

Não podemos menosprezar a ansiedade, ela é um transtorno mental que pode causar muitos problemas a criança ou jovem. Se atente quando houver sinais de nervosismo, inquietação, incapacidade de manter o foco, preocupação incontrolável, insônia e cansaço.

Além de prejudicar a saúde mental do jovem, a ansiedade pode causar os seguintes problemas nos estudos:

  • Prejudica a memória;
  • Causa bloqueios, o famoso “branco”;
  • Dificulta a aprendizagem;
  • Causa cansaço e fadiga extrema;
  • Desistência de aprender.

Se perceber alguns desses indícios, confira abaixo como pode ajudá-lo neste momento com as seguintes dicas:

  1. Trabalhe a mente do jovem: Uma prova é somente uma prova. O resultado virá naturalmente daqueles que se dedicarem, porém, não é necessário se antecipar e colocar na mente apenas o quão difícil será o teste;
  2. Ajude-o a organizar o cantinho dos estudos. Em tempos de pandemia, o EAD (estudo a distância) é a metodologia mais utilizada e isso torna fundamental um ambiente de estudos organizado. Isso vai ajudar a acalmar a mente do jovem.
  3. Organize um calendário de estudos. Regular os horários específicos para o estudo do seu filho é fundamental que ele não perca prazos e tenha um cronograma planejado;
  4. Siga junto com seu filho uma rotina mais saudável. A alimentação, a prática de exercícios e a respiração são fatores que podem ajudar na redução dos sintomas da ansiedade. Regula o humor e aumenta o desempenho intelectual;
  5. Procure ajuda. A terapia cognitiva comportamental pode auxiliar o seu filho na hora de controlar a ansiedade genérica, aquela em que afeta o comportamento do jovem, fazendo com que mude hábitos e sua própria rotina.

São tempos difíceis, mas com o acompanhamento de um profissional e o apoio familiar, torna- se mais fácil ser feliz estudando (até mesmo para aqueles que não gostam). A mente é maravilhosa!

ANSIEDADE nos Transtornos Alimentares

A ansiedade é uma emoção normal dos seres humanos, útil e fundamental para enfrentarmos nosso cotidiano. Mas, quando ela é excessiva e recorrente pode acarretar muitas preocupações e sofrimento.

Nos Transtornos Alimentares, ela aparece na relação com o alimento e imagem corporal. A ansiedade é um dos fatores que apresentam relação direta com a compulsão alimentar, pois os estímulos ansiosos para a comida, aos poucos, tornam-se um hábito.

Entender a relação entre ansiedade e compulsão alimentar é essencial para identificar os tipos de ansiedade, para auxiliar no combate à compulsão. Há diversos fatores que desencadeiam esse problema, sendo importante observar a relação entre os gatilhos que geram esses acontecimentos.

Na maioria dos casos, o ato de comer compulsivamente está associado a fatores que vão muito além de questões psicológicas, mas acabam afetando o funcionamento do organismo. Nessas condições, as crises de ansiedade surgem e se tornam um estímulo para a pessoa buscar solução nos alimentos, principalmente nos doces e carboidratos. 

Como lidar com a compulsão alimentar?

Entendemos o ato de comer como essencial à sensação de prazer. O gasto energético causado pelo excesso de ansiedade leva o corpo a precisar de reposição de energia. Por essa razão, pessoas com esse transtorno exageram na comida, pela falsa sensação de reparação do prejuízo à energia  do corpo. E essa função do alimento não se restringe à saciedade, mas assume um significado totalmente diferente das necessidades do corpo.

ANSIEDADE nos Relacionamentos Amorosos

Você se sente ansiosa em seu relacionamento? As “paranóias” têm surgido com frequência em seus pensamentos ou de seu parceiro? Quem já se relacionou sabe que um namoro é propenso para pensamentos e sentimentos ansiosos, podendo surgir em qualquer fase do relacionamento. Se você se identifica, continue lendo este post.

A ansiedade é caracterizada por um sentimento que causa medo e preocupação. Em um relacionamento pode te deixar preocupado com o que poderia acontecer e não ver o que está acontecendo de fato. 

Uma pessoa ansiosa em um relacionamento pode não conseguir expressar seus verdadeiros sentimentos. Se você ou seu parceiro não se expressarem, a ansiedade pode se tornar mais forte.

Sendo uma resposta hiperativa ao medo, a ansiedade pode fazer com que você se preocupe mais com seu medo do que o que realmente suas necessidades. Você começa a sentir que precisa se preocupar em se proteger no relacionamento, mas isso pode estar impedindo que você seja compassivo e solidário com seu parceiro.

Mas o que fazer para que o seu relacionamento dê certo?

Viva o momento! Se o seu parceiro ou você se sente ansioso, treinem juntos para viver o momento. Não desviem os pensamentos e se concentrem no presente. Pausem e pensem, compartilhem o que estão sentindo conscientemente, e se ajudem antes de se retrair ou atacar com medo. O famoso “não é nada” não pode continuar em seu relacionamento.

Construir laços de confiança com seu parceiro pode reduzir o poder da ansiedade. O segredo é compreender como a ansiedade afeta suas relações, para poder criar mudanças positivas. Se você precisa de ajuda, procure um psicólogo. A terapia de casais ou individual pode fortalecer sua relação, não precisa enfrentar seus sentimentos sozinha!

Será que eu tenho TRANSTORNO DE ANSIEDADE?

Se sentir aflito diante de algumas situações cotidianas pode se tornar comum para muitas pessoas. Você se sente assim com frequência? Se sim, continue lendo!

As situações em que a ansiedade nos assombra são até nas mais cotidianas, desde um banho até uma ida ao banco. Não se sabe ao certo por que algumas pessoas são mais propensas à ansiedade do que outras. Alguns fatores podem estar envolvidos nisso, como a genética, ambiente, forma de ver o mundo, comorbidades de outras doenças etc. .

Para você, que não sabe se tem o transtorno ansioso podemos exemplificar:

Está chegando o dia de seu aniversário e como a maioria você adora essa data, fica ansioso. Essa ansiedade faz com que você planeje, bolo, docinhos, convidados, horário e local. Assim essa ansiedade faz você agir! A ansiedade que experimentamos é próxima a uma expectativa, são pensamentos de que será uma data especial, de quem irá lembrar de você no dia e quem será o primeiro a parabenizá-la.

Já para uma pessoa com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), um aniversário pode trazer pensamentos como medo de que ninguém lembre-se da data e preocupação de que algumas coisas saiam do seu controle, ou seja, um Ansioso Generalizado é aquele que sente uma preocupação mais intensa e com frequência, muda seus próprios hábitos para evitar datas como essas, evita a “decepção” de algo que ainda não aconteceu e isso atrapalha seu cotidiano. 

A ansiedade generalizada é aquela que afeta o bem estar emocional e físico, fazendo com que a pessoa mude seu comportamento e sua rotina e paralise suas ações devido ao medo de que algo dê errado.

Se identificou com a situação acima? Pode não ser um aniversário, pode ser até mesmo para sair em um dia comum de casa.

A psicoterapia com um psicólogo pode ajudar o paciente a entender os fatores do dia a dia que desencadeiam a ansiedade e diagnosticá-la como generalizada ou não.

Ser ansioso não significa que isso cause um mal ao paciente, mas a Ansiedade Generalizada que te faz mudar hábitos cotidianos e causa dificuldade em algumas ações, sim. Mantenha-se atento às suas emoções e que ações a causam, estar de bem com sua saúde mental é essencial para uma qualidade de vida.

Como lidar com a ansiedade disfuncional?

Existem duas formas de ansiedade, a Ansiedade Funcional e a Ansiedade Disfuncional. 

Se você está sofrendo com Ansiedade Disfuncional, é porque seu cérebro está interpretando de forma errada a realidade, algo está “desregulado”.

A Ansiedade Funcional é aquela que nos deixa produtivos, proativos, espertos. Já a Ansiedade Disfuncional é aquela que nos trava, nos dá medo extremo, pânico, falta de ar, dores musculares e a sensação de que algo pode dar muito errado a qualquer momento. 

Pessoas com essa Ansiedade Disfuncional não tem que mudar os seus pensamentos, mas sim, a estrutura deles. Vamos tentar entender esse processo.

A princípio, a ansiedade é uma reação normal diante de circunstâncias mais ou menos excepcionais. Quando elas desaparecem, a resposta ansiosa também deveria desaparecer, mas as vezes, isso não acontece. Seguimos praticamente abraçados a ela, mantendo a emoção ansiosa apesar do estímulo que a causou não existir mais.

Mas como podemos desativar isso?

  • Trabalhe desde a origem: seu cérebro. Dê a ele as instruções para que deixe de interpretar erroneamente as situações que produzem ansiedade disfuncional, fazendo-o sintonizar sua parte racional (que sabe que está tudo bem) com a emocional (que acha que algo de mal vai acontecer, mesmo sem motivos aparentes);
  • Não dê trégua. Bloqueie o passo da ansiedade disfuncional antes mesmo dela se apresentar. O grande problema da ansiedade disfuncional é que quando ela chega, só se vai quando bem entende, o que faz você sentir que não tem controle sobre sua vida. Se você se atenta ao que a causa, poderá se antecipar e tomar medidas para que ele não apareça;
  • Evite a repetição. Nosso cérebro funciona por repetição. Se aprendemos a ter ansiedade disfuncional ao invés da funcional, isso é o que vai acontecer uma e outra vez. Por isso é tão importante ensinar novas maneiras de pensar ao nosso querido, cérebro. Trate ele com carinho; 
  • Viva o presente. Não antecipe as desgraças. Se elas acontecerem, você simplesmente as enfrenta, mas sem enlouquecer previamente; 
  • Busque aumentar sua autoestima, sua confiança de tal forma que isso te ajude a se adaptar às mudanças de vida, que sempre acontecem.

Essas orientações podem te ajudar se você tem crises ocasionais de ansiedade disfuncional.

Mas para saber como lidar com ela, se acontece com frequência, você deve procurar um Psicólogo ou profissional de saúde mental. 

Retirado de Cámbiate Blog (traduzido e adaptado)

Psicoterapia para IDOSOS

Atenção para os Transtornos de depressão e ansiedade em idosos.

O número de idosos deverá crescer aproximadamente 46% até 2030. Assim, o Brasil será o quinto país com mais pessoas acima dos 60 anos. Estes dados nos mostram importantes sinais de alerta. É junto a esse público, por exemplo, que ocorre a predominância de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e a maior exposição à vulnerabilidade social.

O contexto exige maior atenção das famílias para problemas como depressão e ansiedade, comuns em idosos – os transtornos são apontados entre as doenças mais incapacitantes do mundo. Ao considerar esses fatores, fica evidente a relevância das psicoterapias para melhorar a qualidade de vida e a saúde mental da população idosa. 

Apesar de seu potencial, trata-se de uma área que ainda carece de maturidade no Brasil. Assim como a medicina tem o campo da geriatria para atender os idosos, na saúde mental não pode ser diferente. Precisamos adaptar as psicoterapias para esse grupo. 

Não se pode mais encarar a chegada da velhice como uma simples extensão da vida adulta. Trata-se de uma fase da vida que guarda uma série de particularidades, assim como a infância e adolescência. Daí a importância das psicoterapias e da possibilidade de personalização do tratamento.

Principais transtornos enfrentado pelos idosos

Entre pacientes idosos, a depressão e a ansiedade são consideradas problemas de saúde pública. No Brasil, a prevalência da depressão é de 5,8% na população geral, enquanto na faixa dos 60 aos 64 anos, o índice sobe para 11,1%. Os dados são da pesquisa Depressão, suicídio e tabu no Brasil: um novo olhar sobre a Saúde Mental, realizada pela empresa farmacêutica Pfizer e pelo Ibope no segundo semestre de 2019.

O estudo revelou, ainda, que os idosos são o grupo que mais concordam com mitos envolvendo a saúde mental. Cerca de 30% dos entrevistados com mais de 55 anos acreditam que a depressão se resume a falta de fé, por exemplo. Pessoas com mais idade também sofrem mais com desinformação e muitos nem sequer acreditam que exista relação entre depressão e suicídio. O ato de tirar a própria vida, aliás, chama atenção entre pessoas acima de 70 anos: são 8,9 mortes por 100 mil indivíduos, enquanto a média geral no país é de é 5,5 casos por 100 mil pessoas.

Às distorções de sentido quanto à saúde mental são questões geracionais que precisam ser levadas em consideração durante as sessões de terapia. Ainda assim, os idosos não são um grupo homogêneo. Não podemos iniciar uma avaliação com estereótipos como do “ancião solitário e ranzinza”. Ideias assim impedem um aprofundamento da abordagem personalizada, que é o grande diferencial das psicoterapias cognitivas.

Muitas abordagens em idosos hoje estão ligadas a fatores geracionais, ou seja, diferenças nas “gerações “. Um grupo que nasceu na década de 1940, por exemplo, tem um ponto de vista cultural que difere da dinâmica da sociedade atual. É comum que isso traga vários padrões de sofrimento, inclusive sobre os papéis de gênero, que eram muito mais rígidos.

É o caso principalmente dos homens que foram educados para não falar de emoções. Nesse momento, usamos a psicoeducação, para ensinar esses indivíduos a relatar suas emoções. É o caso, também, de muitas idosas viúvas, que sempre foram donas de casa e têm a sensação de que já cumpriram suas vidas. Então começamos a trabalhar outras relações, como amizade, atividades sociais e de lazer para redirecionar o sentido da vida.

Como é feito o acompanhamento psicológico de pacientes idosos?

Em um primeiro momento de anamnese fazemos a conceituação cognitiva. Para isso, é preciso acrescentar algumas avaliações que não aparecem na anamnese do adulto. Entre elas, questões de saúde física, já que os idosos têm mais chances de desenvolver doenças crônicas. Para isso é indispensável o trabalho multidisciplinar e o contato do Psicólogo com os demais médicos e profissionais que acompanham o idoso (a). 

Pode ser usado:

  • Técnica de relaxamento;
  • Trabalhos de motivação ou de aceitação de limitações;
  • Tratamento psicológico para medos;
  • Trabalho psicológico para entendimento de que a família tem seus afazeres e não se trata de “abandono”. 
  • Preparação para às limitações previstas para a velhice e etc. 

Em geral, o atendimento de idosos é individual no consultório. Há uma tendência em achar que esses grupos têm melhores resultados em terapias coletivas. Mas não é a realidade. Como esse público faz uso de muitos medicamentos, aumenta a importância de intervenções não farmacológicas, como a psicoterapia.

Outro caminho que os idosos percorrem até a terapia é o de filhos e netos, geralmente mais familiarizados com os benefícios da psicologia. Temos que perceber que, daqui a 30 anos, essa geração de adultos se tornará idosa e, em geral, já haverá uma compreensão ampliada da saúde mental. Por isso, entendemos que a procura das psicoterapias para idosos vai aumentar, e isso se deve inclusive à evolução da psicologia enquanto ciência. 

Procure um Psicólogo para entender quais as melhores estratégias de motivação do(a) idoso (a) para o início do Tratamento Psicológico.